sexta-feira, 13 de março de 2015

Rússia: São Petersburgo - Peterhof

Peterhof, a joia czarista de São Petersburgo

Colaboração de Adriano Pupp Monaretto

   Durante muito tempo a Rússia foi um país um tanto quanto fechado ao turista independente, somente as excursões levavam até lá e poucos se arriscavam a ir por conta própria. A rigidez da aduana, a dificuldade do idioma e a exigência do visto, mantiveram escondidas dos olhos do mundo as joias russas.
    Entretanto, nesta última década, vemos uma Rússia mais integrada ao processo de globalização. Apesar de ainda ter uma aduana bem rígida, o que é algo normal para diversos países, o inglês começa a ser mais falado nas cidades turísticas e, como ponto principal para turistas brasileiros, desde 2010 não há mais a exigência do visto para viagens de curta duração.
    São Petersburgo (Санкт-Петербург), antiga Leningrado, também chamada de Veneza do Báltico, deixa qualquer um boquiaberto com suas construções suntuosas e sua beleza, e pode ser alcançada facilmente por uma viagem em trem rápido a partir de Helsinki, na Finlândia.
    Por esta mudança de cenário e pela simpatia do povo russo, é que convido você a conhecer, junto comigo e meu irmão Adriano, uma das joias raras herdadas da época do czar russo, Pedro, o Grande, o Peterhof.


    O Complexo Peterhof Museum é um dos museus mais populares não só na Rússia, mas em todo o mundo. Mesmo passando algumas poucas horas no local, são o suficiente para sentir o espírito da história que ainda vive e respira neste lugar magnífico.

Um pouco de história:
   Na época do czar Pedro, o Grande, o mar a Norte de Peterhof e para Este em direção a São Petersburgo, era demasiado superficial para permitir a navegação de barcos comerciais ou de navios de guerra. No entanto, para Oeste de Peterhof, o mar era suficientemente profundo para navios de alto-mar. Consequentemente, quando Pedro, o Grande decidiu erigir São Petersburgo no extremo oriental do Golfo da Finlândia, começou tomando a Ilha de Kotlin dos Suecos em 1703, a qual era claramente visível a partir de Peterhof, situada no meio do golfo, a Nordeste. Na ilha de Kotlin o monarca construiria o porto comercial de São Petersburgo, tal como as fortificações de Kronstadt, ao longo de uma linha de 20 quilômetros de mar superficial, para defender a marinha que ele formaria.
    No dia 27 de Junho de 1709, dia de São Sansão, deu-se a Batalha de Poltava, na qual Pedro, o Grande, conseguiu repelir as tropas do Rei Carlos XII da Suécia, o que lhe permitiu controlar os territórios considerados como a porta do Ocidente, uma premissa essencial para garantir o desenvolvimento econômico do país.
    A Batalha de Poltava merecia, portanto, ser dignamente celebrada, e a melhor forma de fazê-lo seria através da construção de uma suntuosa residência que fosse capaz de rivalizar com os mais faustosos palácios dos soberanos Ocidentais e, ao mesmo tempo, que constituísse um símbolo do seu poder autocrático. Contudo, foi necessário esperar até 1714 para que, consolidadas as posições russas no Báltico Meridional com a Batalha Naval de Hanögudde, as obras pudessem ser iniciadas, num local junto ao mar e à fortaleza marítima de Kronstadt, onde Pedro, o Grande, se instalava, desde 1705, durante as suas permanências em São Petersburgo.


    As primeiras menções de Pedro, o Grande, a Peterhof encontram-se no seu diário, com data de 1705, durante a Grande Guerra do Norte, referindo-se a ele como um bom local de construção de um pouso para usar nas viagens de e para a fortaleza insular de Kronstadt. Em 1714, Pedro começou a construção, no que viria a ser o parque de Peterhof, do palácio de Monplaisir (meu prazer), baseado nos seus próprios esboços. Este foi o Palácio de Verão que Pedro usaria nas suas viagens entre a Europa e o porto marítimo de Kronstadt. Na esquina de Monplaisir virada ao mar, Pedro instalou o seu Estúdio Marítimo, do qual podia ver a Ilha de Kronstadt para a esquerda e São Petersburgo para a direita. Mais tarde, ampliou os seus planos, incluindo um vasto conjunto de palácios e jardins, seguindo o modelo do Palácio de Versailles.
     Os palácios e jardins de Peterhof foram aumentados por cada um dos Czares que sucederam a Pedro, mas a maior parte das contribuições foram concluídas por Pedro, o Grande, por volta de 1725. Pedro chegou a conceber planos para um palácio semelhante em Strelna, a pouca distância para Este, mas estes foram abandonados. Peterhof, originalmente, tinha uma aparência bastante diferente da atual. Muitas das fontes ainda não haviam sido instaladas. Nem o Parque de Alexandre nem os Jardins Superiores existiam (o último era usado para o cultivo de vegetais e os seus tanques como viveiros de peixe). A Fonte de Sansão e o seu maciço pedestal ainda não foram instalados no Canal Marítimo e o próprio canal era usado como uma grande marina que entrava pelo complexo. Do mesmo modo, a Grande Cascata estava mais esparsamente decorada na sua traça original.


     Isabel da Rússia, a filha e sucessora de Pedro, o Grande, também se instalou em Peterhof, onde encarregou o arquitecto italiano Bartolomeo Rastrelli de proceder a várias obras de ampliação, sendo as mais notáveis as empreendidas no Bolsoi Palaty (Grande Palácio), em resposta ao desejo de Isabel por um palácio mais adequado às exigências de representação da Côrte. Depois de concluidas as obras, o palácio estava apto para acolher a Imperatriz Isabel, os hóspedes das suas memoráveis festas e os intelectuais do seu salão, como o historiador Tatiscev, o poeta Kantemir, ou o escritor e cientista Lomonosov, o fundador da Universidade de Moscou.



     Ao longo do século XIX Peterhof continuou a ser residência Imperial, tendo assistido à construção do Neogótico Parque de Alexandria, onde se ergue o pavilhão de Nicolau I e uma capela mandada construir por ele. Neste século foram ainda ampliadas fontes já existentes e construidas outras de novo.
    Já no século XX, Peterhof sofreu gravíssimos danos, que pareciam irreparáveis, durante a Segunda Guerra Mundial. Quando se iniciou o conflito houve uma tentativa de evacuar as obras de arte e enterrar as esculturas. Nos poucos meses que mediaram entre o despoletar da guerra a Oeste e a chegada do Exército Alemão, os empregados conseguiram salvar apenas uma parte dos tesouros dos palácios e fontes. Foi feita uma tentativa de desmantelar e enterrar as esculturas das fontes, mas três quartos delas, incluindo todas as maiores, permaneceram no lugar. Apesar de todos os esforços, nada impediu que as tropas nazistas se instalassem em Peterhof, tal como em Tsarskoye Selo, em Setembro de 1941, onde permaneceram até Janeiro de 1944 e de onde prepararam o longo cerco a Leninegrado. As forças ocupantes do exército alemão provocaram grandes destruições, especialmente depois do fim do Cerco a Leninegrado: foram derrubadas árvores centenárias nos dois parques; o Grande Palácio foi pilhado e incendiado; a Grande Cascata foi pelos ares; os Pavilhões de Marly, Monplaisir e Ermitage ficaram semidestruídos; fontes e cascatas quase desapareceram, e as esculturas que sobreviveram foram levadas para a Alemanha. Na realidade, foi muito pouco o que restou. 



    Felizmente, pouco depois do fim da guerra foi iniciado um minucioso programa de restauro que conseguiu restituir ao conjunto o seu aspecto primitivo.
     Em 1944, o nome foi mudado para Petrodvorets (Palácio de Pedro), como resultado do sentimento antigermânico e por motivos de propaganda, mas o nome original (Peterhof) acabou por ser reposto em 1997, pelo governo da Rússia pós-soviética.

O turismo no local:
    Para chegar ao Peterhof não é complicado, basta saber chegar ao museu Hermitage de metrô (estação Admiralteiskaya ou Адмиралтейская), pois os barcos saem do píer atrás dele, ao lado da ponte Dvortsoviy, a famosa ponte levadiça. Há outras formas de se chegar ao Peterhof, entretanto esta pode ser a opção mais fácil, pois na dificuldade do idioma, pelo menos todos conhecem o Hermitage.

Museu Hermitage à direita, os barcos e a ponte levadiça no fundo, à esquerda.
    Os barcos são confortáveis e rápidos. A viagem dura cerca de 35 minutos e custa 1.100 rublos (cerca de 16 euros) por pessoa ida e volta. Em cada palácio é cobrado um ingresso à parte, que pode ser comprado online através do site deles.

Dentro do barco.

Chegada ao Peterhof.

Chegada ao Peterhof

   Peterhof é um conjunto de 500 hectares de jardins (Inferior e Superior), fontes e palácios (Strelna, Peterhof e Oranienbaum) idealizado pelo próprio czar Pedro, o Grande, construído entre 1714 e 1725, tendo sido sua habitação por anos, nos verões em que viajava para a Europa. Também foi palácio de verão de vários czares e imperatrizes durantes anos.
    A história diz que o lugar foi inspirado nos jardins de Versailles, porém, a impressão que se tem é que os russos conseguiram superar sua fonte de inspiração. O grande diferencial são suas mais de 120 lindas fontes, que se estendem por todo o parque. De fato, caminhando pelos jardins, percebe-se que a água está presente em todos os caminhos percorridos. Desde o momento em que se chega, entrando pela "rua" principal, margeando o grande Canal do Mar, que deságua no Mar Báltico, já é possível avistar diversos chafarizes, a Grande Cascata e o incrível Grande Palácio ao fundo.
    O Complexo do Museu Peterhof é considerado como a "capital das fontes." Incluído no registro do Estado dos mais valiosos bens culturais da Federação Russa, Peterhof agora ostenta o título orgulhoso de uma das "Sete Maravilhas da Rússia."
    Então, ainda que seu tempo seja curto, vale a pena a visita, mesmo que seja somente para ver os jardins.

Jardim inferior - caminho para a fonte de sansão

Jardim Inferior - fonte do leão

Jardim Inferior - fonte do sol.

Jardim Inferior - fonte da montanha do tabuleiro de xadrez.

Jardim Inferior - vista para a fonte de sansão.
Jardim Superior - fonte de Netuno.
    Além dos jardins, o complexo conta também com museus e palácios, sendo o principal deles o Grande Palácio. Mas há outros museus como a Igreja, o Museu do Tesouro Especial, as grutas e a Grande Cascata, o Palácio Monplaisir, o Módulo de Catherine (Catherine Block), o Módulo de Banhos, o Aviário, o Hermitage (para jantares especiais), o Palácio de Marly, o Museu Imperial de Iates, entre outros.

O Grand Palace:
     O Grande Palácio (Gгаnd Palace) situa-se no coração de Peterhof - antiga residência de verão dos monarcas russos. De frente para o Golfo da Finlândia, o palácio surge acima da Grande Cascata e do Jardim Inferior, estendendo-se ao longo do pátio superior por quase trezentos metros.



    A ideia original para a localização e aspecto geral das "câmaras superiores" pertencia a Pedro, o Grande. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, os melhores arquitetos russos e europeus ocidentais trabalharam nas fachadas e decoração do interior. Mas a maior contribuição foi feita por Francesco Bartolomeo Rastrelli, que transformou o Grand Palace em uma obra de arte barroca durante o reinado da imperatriz Elizabeth, no século XVIII. O Grand Palace é tão bonito por dentro como por fora.
    No século XIX, os interiores barrocos foram enfeitados com detalhes neoclássicos e leves toques de um Rococó tardio. O palácio possui obras-primas da arte decorativa como o Gabinete de Carvalho de Pedro, o Grande, com painéis esculpidos por Nicolas Pineau; a Grande Escadaria, o Salão de Baile e a Galeria de Imagens com 368 pinturas de Pietro Antonio Rotari; o Quarto Cesme criado para Catarina, a Grande, em honra às vitórias navais russas; os Quartos chineses e a Sala do Trono com a sua galeria de retratos Romanov. Hoje, o Grand Palace é um museu único de história e arte.




    Além de desfrutar da beleza do local num passeio durante o dia, fique até o anoitecer e você poderá presenciar uma bela imagem de cores e luzes. Se for época de comemoração de aniversário do museu, o espetáculo poderá ser ainda mais belo.




Como Visitar:

Acesso: Como visto no texto, há um acesso por meio de barco, que parte de trás do Museu Hermitage, mas há como chegar por meio de transporte público como ônibus. Veja as opções.

Horário e Ingresso: Cada atração possui seu horário e seu preço. Consulte aqui.

Outras informações: Clique aqui.

segunda-feira, 2 de março de 2015

França: Vale do Loire - Château Villadry

Os famosos Jardins de Villadry

     Visitar o Vale do Loire é, sem dúvidas, deslumbrar-se com a imponência de belos castelos, apaixonar-se pelo charme das florestas e das pequenas cidades e encantar-se, ou até mesmo admirar-se, com as histórias da realeza. Neste incrível passeio não há como deixar de fora um dos ícones mais importantes do turismo local, os famosos Jardins de Villandry.


     Quando se planeja conhecer o Vale do Loire, a primeira coisa que fazemos é selecionar os castelos que interessam visitar, mas nem todos os castelos precisam ser visitados por dentro e por fora, alguns, como o Villandry, chamam muito mais a atenção pelo que está no seu exterior. Este é um dos poucos castelos que possuem ingressos separados para visita só dos jardins ou do castelo com os jardins. Se seu tempo está curto vá apenas aos jardins.

Um pouco de história:
     Com um design de vanguarda arquitetônica,Villandry é um dos grandes castelos construídos às margens do rio Loire durante o Renascimento. Ele tem a característica particular de não ser a residência de um rei, nem de ninguém da côrte, mas de Jean Le Breton, ministro das Finanças de François I. No Villandry, Jean Le Breton se baseou em sua excepcional experiência arquitectônica adquirida em um grande número de lugares, incluindo o Castelo de Chambord, que ele supervisionou e dirigiu em nome da Coroa durante muitos anos.
     Quando ele chegou em Villandry, em 1532, ele teve a antiga fortaleza feudal demolida, exceto a torre de menagem (estrutura central do castelo medieval e habitação da autoridade do castelo), um testemunho dramático da conferência realizada em 4 de julho de 1189, em que Henrique II da Inglaterra admitiu sua derrota diante do rei Filipe Augusto de França, assinando o tratado conhecido como "La Paix de Colombiers" (A Paz de Colombiers), dois dias antes de morrer.


     No lugar da fortaleza, ele tinha três estruturas principais aparentemente simples construídas ao lado da torre de menagem, para formar uma ferradura aberta para o vale através do qual o rio Cher e o rio Loire fluem. Arcadas, janelas gradeadas cercadas por pilastras ricamente decoradas, lucarnas altas e largas com curvas esculpidas, telhados de ardósia com grande inclinação de um pátio principal com proporções de rara elegância, todo marcado pelo princípio arquitetônico do período: simetria.
     Apesar de estar perto e ser quase contemporâneo a Azay-le-Rideau, em Villandry as influências italianas e referências medievais desapareceram completamente para dar lugar a um estilo mais simples, puramente francês, principalmente no que diz respeito à forma dos telhados. A originalidade de Villandry reside não só na sua concepção de vanguarda arquitetônica, mas também é para ser encontrada na utilização do local em que foi construído, em completa harmonia com natureza e pedra, com jardins de grande beleza.




      Interessado em arquitetura, Jean Le Breton também estava interessado na arte da jardinagem, que ele teve a oportunidade de estudar quando foi embaixador em Roma. Os tempos tinham mudado. Fortalezas feudais abriram caminho para o delicado castelo, muralhas se tornaram paredes que agora permitiam um a olhar para a paisagem circundante, os jardins fechados, utilitários da Idade Média abriram caminho para jardins ornamentais, em uma transição suave entre a casa eo ambiente natural. Villandry não foi exceção à nova moda. Ao pé do castelo, com vista para o rio Cher, foram colocados jardins cujo esplendor já deram à propriedade uma reputação fora do Vale do Loire.

      Os jardins podem ser visitados durante todo o ano. A paisagem invernal dá um charme ao lugar, mas para ver as vibrantes e variadas cores das flores, a melhor época é final da primavera até início do outono (de final de abril ao início de outubro).

Jardins no verão

Jardins no início da primavera







Como Visitar:

Acesso: Como eu costumo colocar nas postagens do Vale do Loire, a forma que mais lhe dará liberdade de locomoção é o carro, entretanto, é possível chegar ao Villandry de trem a partir de Paris ou de Tours, ou de ônibus a partir de Paris, ou ainda, de excursão ou até de bicicleta para os mais corajosos.

Ingresso: € 10,00 castelo e jardins e € 6,50 só os jardins. Os preços são menores no inverno.

Horários: Cada mês pode ter um horário variado, então para maiores informações consultem: http://www.chateauvillandry.fr/en/visit/practical-information/prices-opening-times-how-to-get-there/

Outras informações: http://www.chateauvillandry.fr/en/

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Brasil: Paraná - Foz do Iguaçu - Usina de Itaipu

Usina de Itaipu - A majestade latina na produção de energia

    Apesar das muitas discussões entre os ambientalistas sobre a construção de usinas hidrelétricas e seus impactos ambientais, não há como negar a magnificência e imponência desta imensa construção que hoje é responsável pela geração de energia que abastece o Paraguai e a maior parte do Brasil. A Usina, juntamente com o Lago Itaipu, museus, viveiro, entre outros, formam um dos complexos mais visitados no país.


    A Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma usina hidrelétrica binacional localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Foi construída por ambos os países no período de 1975 a 1982, com o objetivo de aproveitar o potencial hidráulico das águas do rio Paraná, pertencente em condomínio aos dois países. Seu reservatório abrange 15 municípios do oeste paranaense e um do Mato Grosso do Sul.
     Itaipu recebeu este nome em homenagem a uma pequena ilha do rio Paraná, sobre a qual está hoje assentada a Usina. A ilhota era chamada pelos indígenas de “Itaipu”, que em tupi-guarani significa “a pedra que canta”, pelo barulho que as águas faziam ao bater nas pedras. 
    Devido às dimensões, a hidrelétrica é considerada “A Obra do Século” e uma das sete maravilhas do mundo moderno, conforme pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Engenharia Civil, com engenheiros de todo o mundo.
    O complexo é formado por 9 partes, como mostra o mapa turístico abaixo:


1. Centro de Recepção de Visitantes:
     O Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu está a 12km do centro de Foz do Iguaçu, 38 km das Cataratas do Iguaçu e 6 km da Ponte da Amizade. Este é o local de entrada para o parque, onde se compram os ingressos, caso não tenham sido comprados pela internet, conforme o tipo de passeio escolhido, e também onde se encontram os souvenires para lembranças e presentes na loja do parque. No caso do passeio para a Usina, os carros ficam estacionados neste local e um ônibus especial fará o percurso.

2. Mirante Central:
     Daqui se tem uma ampla visão da barragem de aproximadamente 8km de extensão e 170 metros de altura. Também é possível observar o Painel do Barrageiro, uma homenagem aos cerca de 100 mil trabalhadores, brasileiros e paraguaios, que ajudaram a construir Itaipu.

Painel do Barrageiro
Mirante Central
3. Bosque do Trabalhador
     Com a missão de plantar novas árvores, uma vez que a vegetação local acaba sendo muito afetada na construção desse tipo de usina, foi criado em 1998 o Bosque do Trabalhador, onde pessoas que tiveram envolvimento com a obra e com a operação da usina foram convidadas a plantar uma árvore. Este movimento acontece até os dias de hoje.




4. Barragem:
     Estrutura de concreto construída para reter o curso do Rio Paraná e formar o reservatório da usina. É o ponto onde estão instaladas as unidades geradoras de energia elétrica.
     A visão panorâmica, do mirante central, é fascinante. Todavia, o gigantismo da Itaipu é ainda mais perceptível quando se percorre a barragem. Caminhar pelo alto do paredão de concreto rende uma vista privilegiada do reservatório. Dentro dele, as atrações são a arquitetura, que lembra a de uma catedral por causa do formato côncavo, e o antigo leito do Rio Paraná. No Edifício de Produção, o visitante tem a oportunidade de conhecer a sala de comando central, que controla a operação de turbinas e geradores, e a enorme galeria de onde se pode a tampa das unidades geradoras. O giro pela barragem ainda permite a observação do canal de fuga, por onde a água que movimentou as turbinas retorna ao Rio Paraná, seguindo seu curso natural.

Barragem
Vertedouro
Lago Itaipu
5. Mirante da Margem Direita
     Daqui é possível observar todo o complexo na margem oposta do rio, ver a barragem por outro ângulo e ver o vertedouro ainda mais de perto. O vertedouro serve para escoar a água em excesso que chega ao reservatório durante o período de chuvas.




     A abertura do vertedouro não atende a um cronograma pré-determinado. Está diretamente ligada ao nível do lago. Quem tem a sorte de acompanhar o escoamento da água pelas três calhas assiste um espetáculo inesquecível. A vazão do vertedouro de Itaipu é equivalente a 40 Cataratas do Iguaçu. Esse dilúvio despenca de um tobogã de 30 metros para formar um regurgito de 10 metros e, finalmente, voltar ao leito rochoso do Rio Paraná, a 40 metros de profundidade.

6. Canal da Piracema
   É um canal com 10 km de extensão que liga o Rio Paraná, no trecho adiante da usina, ao reservatório para permitir a migração dos peixes rio acima.


7. Ecomuseu
     O visitante percorre um circuito dividido em módulos que apresentam desde a ocupação da região da usina na margem brasileira até os projetos de conservação ambiental da Itaipu. Dentro desse roteiro estão atrações como os espaços temáticos de água e energia. Há também uma réplica do eixo de uma turbina em atividade, com direito aos ruídos característicos do coração da usina. Um painel de fotos homenageia as 40 mil pessoas que trabalharam na construção da hidrelétrica.

Réplica do eixo de uma turbina
8. Refúgio Biológico Bela Vista
   É uma unidade de proteção ambiental, criada nos anos 70 para receber milhares de animais “desalojados” pela usina, e onde Itaipu pesquisa a produção de mudas florestais, a reprodução de animais silvestres em cativeiro e a recuperação de áreas degradadas.
     É possível percorrer trilhas em meio à mata para ver de perto, em viveiros, animais como a onça-pintada, o macaco-prego e o gambá, nativos da região do reservatório. A observação é feita ao longo da Trilha dos Animais. Na Trilha Guaimbê, a atração são espécies florestais como o cipó guaimbê, que cresce entrelaçado a árvores de angico gurucaia de aproximadamente 300 anos, 26 metros de altura e 3,5 metros de circunferência. As trilhas dos Sentidos (elementos da natureza estimulam olfato, tato, audição, paladar e visão), de Experiências em Sustentabilidade (apresentação de sistemas construtivos e energéticos economicamente viáveis e ecologicamente corretos) e das Águas (demonstração da importância de se preservar os mananciais) promovem a educação ambiental dos visitantes. As caminhadas, de até duas horas de duração, sugerem o uso de roupas e calçados adequados.

9. Parque Tecnológico Itaipu
     Desde 2007, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, entidade que opera o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), é responsável pela operação e gestão do Complexo Turístico Itaipu (CTI), contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias de suporte à sua operação e práticas de educação para o turismo. Esta parte não é visitável.

Outros Passeios:
Há diversos outros passeios no complexo da Usina de Itaipu, como o Refúgio Tatí Yupí, o Viveiro Florestal, o Museu da Terra Guarani, o Zoológico Regional, entre outros.


ILUMINAÇÃO DA BARRAGEM:
     Os passeios diurnos são vários e muito interessantes, mas não poderia deixar de mencionar o passeio noturno da Iluminação da Barragem. Um ônibus te leva do Centro de Visitantes ao Mirante Central, onde é possível apreciar um espetáculo de som e luz. Depois o mesmo ônibus o conduzirá pela barragem iluminada.







Novidade - Porto Kattamaram:
    As cores vívidas de um dia ensolarado, o deslumbrante pôr do sol sobre o lago de Itaipu e até incríveis noites de luar: muitas são as possibilidades de cenários em um passeio no barco Kattamaram. A nova atração do Complexo Turístico Itaipu reúne conforto e requinte para uma memorável viagem pelas belezas do reservatório da maior hidrelétrica do mundo em geração de energia.
    Com uma completa infraestrutura para atender até 200 pessoas, a embarcação tem convés aberto, bar americano, restaurante e solário, ideal para relaxar e contemplar a beleza das exuberantes paisagens. No restaurante do Porto Kattamaram ainda há um deck que proporciona uma vista incrível do lago de Itaipu.
   O barco parte do Porto Kattamaram, o último ponto de parada da Visita Panorâmica, e navega beirando a imponente barragem da Itaipu Binacional, com aproximadamente 8km de comprimento, unindo Brasil e Paraguai.
    Nas noites de sexta-feira e sábado pode ser realizado um roteiro especial, com visita a Iluminação da barragem e navegação pelo lago com um requintado jantar servido a bordo.


Como Visitar:
Localização: Fica a Noroeste da cidade de Foz do Iguaçu. Há muitas placas indicativas.

Passeios:
- Visita Panorâmica - é o passeio mais rápido e mais barato. Permite que se veja a grandiosidade da usina por meio de visita externa.
- Circuito Especial - é um passeio mais completo, abrangendo a visão externa e interna da Usina.
- Visita Institucional - é o passeio mais completo, mas precisa ser agendado com antecedência.
- Iluminação da Barragem - passeio noturno específico para o show de iluminação.
- Porto Kattamaram - passeio de barco pelo lago Itaipu.

Outros passeios e informações: https://www.turismoitaipu.com.br/pt/atracoes

Sugestões de Passeios de Fronteira: http://www.itaipu.gov.br/turismo-capa


ATENÇÃO! VERIFIQUE A FAIXA ETÁRIA DE CADA PASSEIO, POIS EM ALGUNS SÓ SÃO PERMITIDOS MAIORES DE 14 ANOS.