sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Holanda: Den Haag - Escher in het Paleis

Escher in het Paleis - um museu cheio de ilusões!

     Se você gostar de museus e de arte, recomendo uma visita à exposição de Escher num antigo Palácio de Den Haag. Caso não goste de museus de arte, ainda assim recomendo a visita, pois tenho certeza de que este irá lhe despertar a atenção e tornará seu passeio bem interessante.

    Escher in het Paleis é uma exposição permanente dedicada ao artista mundialmente famoso Maurits Cornelis Escher, cuja arte impressionou milhões de pessoas por todo o mundo. A exposição se encontra no antigo Palácio de Inverno da Rainha Mãe Emma, da Holanda. É o único edifício público em Den Haag onde o ambiente original de um palácio real foi mantido.


    Maurits Cornelis Escher (1898-1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Ele também era conhecido pela execução de transformações geométricas (isometrias) nas suas obras. Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de ótica, o que realmente nos faz querer ficar apreciando cada obra exposta no museu.

      A arte de Escher incute um sentimento de espanto e admiração, e fascina jovens e adultos com seu mundo mágico. A exposição inclui gravuras famosas 'impossíveis', como "Dia e Noite", onde a paisagem holandesa parece se transformar em um bando de pássaros, e "subir e descer" que retrata fileiras de pessoas perpetuamente subindo e descendo um lance de escadas. Suas estruturas fantásticas, que não poderia existir no mundo real, são ilusões de ótica que brincam com a perspectiva.







     O segundo andar foi transformado em uma experiência especial para a apresentação: O olho de Escher. Uma ilusão óptica descreve algo que é de fato impossível. M.C. Escher era um mestre nesse campo. Uma ilusão de ótica significa, literalmente, fazer puzzles com seus olhos.


      Apesar das obras de Escher já encherem nossos olhos e encarregarem-se da diversão, não deixe de apreciar o local da exposição, pois este é um belo Palácio.



       Emma, a primeira das quatro rainhas que governaram a Holanda por um século, usou este palácio como sua residência de inverno do ano de 1901 até sua morte em 1934. O palácio foi oficialmente utilizado pela família real até 1990. O edifício em si possui mais de duzentos anos. Ele está situado no coração histórico de Den Haag, junto a uma das mais bonitas e prestigiadas avenidas dos Países Baixos: het Lange Voorhout, que abriga um grande número de eventos culturais no verão. Os cômodos do Palácio oferecem aos visitantes uma perspectiva contemporânea do como o Palácio seria nos dias de Emma.

Como Visitar:
Endereço: Lange Voorhout 74, Den Haag
Acesso: é possível chegar usando transporte público como ônibus e bonde (tram). Outras informações: http://www.escherinhetpaleis.nl/visitor-information/getting-there/?lang=en

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Suécia: Estocolmo - Vasa Museet

Vasa Museu - Um tesouro artístico do século XVII

    Este é o museu mais visitado da região escandinava e o mais atraente da Suécia em termos culturais, artísticos e históricos. A beleza inigualável deste navio de guerra sueco, uma verdadeira joia náutica, e sua curiosa história merecem, sem dúvida, uma atenção especial. Então, se for à Suécia, reserve de uma a duas horas para passear por este esplendoroso museu.


    Demorou quase dois anos (1626-1627) para construir o Vasa. Do amanhecer ao anoitecer, carpinteiros, ferreiros, serradores, fazedores de cordas, engenheiros navais, pintores, escultores, fabricantes de armas e outros especialistas lutavam para completar o grandioso, novo navio da marinha. O rei, Gustav Adolf II, visitou o estaleiro para inspecionar o trabalho.
    O Vasa deveria ser esplêndido, um casco construído de mais de mil árvores de carvalho com 64 canhões, mastros mais de 50 metros de altura e centenas de pintado e dourado esculturas. A Suécia possuía cerca de vinte navios de guerra, mas nenhum deles transportava tantos canhões e tão pesados como os do Vasa. Depois de terminado, tornou-se num dos barcos mais poderosos jamais construído.



    O trabalho em Vasa foi liderada por um holandês, Henrik Hybertsson, um carpinteiro naval experiente. Neste período, os navios holandeses não foram construídos a partir de desenhos, em vez disso, Hybertsson deu as dimensões globais, usando proporções e regras de ouro com base em sua própria experiência de produzir um navio com boas qualidades de navegação. Hybertsson ficou doente e morreu no início da primavera de 1627, não podendo ver o navio acabado. A responsabilidade pela construção caiu para seu assistente, Henrik "Hein" Jakobsson, ainda em 1626.
    O rei pretendia que a bordo fosse instalado um número de canhões superior ao normal, o que significa que as dimensões inicialmente escolhidas para o navio deixaram de ser apropriadas e os construtores viram a sua situação complicar-se. O navio foi construído com uma super estrutura superior, com dois convés fechados para canhões. No fundo do navio foram colocadas inúmeras pedras enormes que serviam como lastro para o manter estável na água. Mas o Vasa estava demasiado desequilibrado e as 120 toneladas de lastro não eram suficientes.


   Em 10 de Agosto de 1628, um potente navio de guerra deixava o porto de Estocolmo. Era o recentemente construído Vasa, cujo nome se deve à dinastia Vasa reinante. Para assinalar esta data solene, foi disparada uma salva dos canhões, projetada através das canhoneiras que bordavam ambos os flancos do navio.
    À medida que o imponente navio se deslocava lentamente na direção da entrada do porto, houve uma rajada de vento. O Vasa inclinou-se, mas voltou a endireitar-se. Uma segunda rajada de vento fez com que o barco se inclinasse completamente para um dos lados. A água se infiltrou através das canhoneiras abertas e o Vasa afundou, levando com ele para as profundezas do mar, pelo menos, 30 ou mesmo 50 dos 150 tripulantes.
Só passados 333 anos é que o Vasa voltou a ver a luz do dia.



    Após vários anos de preparação, o Vasa voltou novamente à superfície em 24 de Abril de 1961. Era agora necessário preservá-lo. Destroços naufragados durante tanto tempo tinham de ser submetidos a um tratamento especial, caso contrário, existia o risco de a madeira fender e desfazer-se em pedaços com o passar do tempo.


    Juntamente com o Vasa, foram recuperados mais de 14.000 objetos de madeira soltos, incluindo 700 esculturas. Estas foram preservadas individualmente e recolocadas nos lugares de origem, no navio. Esta tarefa revelou ser um autêntico quebra-cabeças.
     Os navios de guerra do século dezessete não eram simples engenhos de guerra, eram autênticos palácios flutuantes. As esculturas recuperadas possuíam vestígios de ornamentos dourados e de pintura. As análises atuais mostram que tinham sido pintadas com cores garridas sobre um fundo vermelho. As esculturas representavam leões, heróis bíblicos, imperadores romanos, criaturas marinhas, divindades gregas, entre outros, e tinham por objetivo enaltecer a monarquia sueca e exprimir o seu poder, a sua cultura e as suas ambições políticas.



Maquete com as prováveis cores originais.

Outras peças encontradas.
     Há dez exposições diferentes ao redor do navio para contar sobre a vida a bordo. O filme sobre o Vasa é mostrado em 13 idiomas diferentes. Além disso, há uma loja bem abastecida e um restaurante agradável.

Como Visitar:
Endereço: Galärvarvsvägen 14, Djurgården, Estocolmo, Suécia.
Ingresso: Adultos SEK 130 (coroas suecas), até 18 anos não paga, estudantes SEK 100 e às quartas-feiras SEK 100.
Outras Informações: http://www.vasamuseet.se/en/visit/


Devido ao equipamento fotográfico da época e visando melhor qualidade informacional, as fotografias foram retiradas de outros sites e blogs.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL! MERRY CHRISTMAS!

FELIZ NATAL!!!!

    Aos amigos seguidores do Meu Mundo Turístico e seus familiares, desejo um maravilhoso Natal e um 2015 especial, cheio de conquistas e realizações. Espero que continuemos a nos encontrar aqui para viajarmos juntos em 2015.




Grande abraço,

Verônica Pupp Monaretto e Meu Mundo Turístico.

domingo, 21 de dezembro de 2014

França: Vale do Loire - Blois - Château de Blois

Um castelo com muitas faces e cheio de histórias

     Passeando pelo vale dos castelos franceses, o Vale do Loire, dentre suas mais belas e curiosas atrações está o Castelo de Blois. Erguido no centro da cidade de Blois, compreende vários edifícios construídos entre o século XIII e o século XVII, ao redor do pátio principal.




      O castelo medieval tornou-se uma residência real e a capital política do reino durante o reinado de Luís XII de França. No início do século XVI, o soberano iniciou uma reconstrução do castelo e a criação de um jardim Renascentista (em 1890 a construção da Avenue Victor Hugo destruiu os jardins). Esta ala, feita em tijolo encarnado e pedra cinzenta, constitui a entrada principal do palácio, caracterizada por uma estátua equestre do rei acima citado. Apesar de o estilo ser essencialmente gótico, existem elementos Renascentistas, tais como um pequeno candelabro.




    Quando Francisco I subiu ao trono, a sua esposa, Cláudia de França, mobiliou Blois com a intenção de se mudar para lá, deixando o Château d'Amboise. Francisco I iniciou a construção de uma nova ala e criou no palácio uma das mais importantes bibliotecas da época. Depois da morte da esposa, em 1524, ele passou muito pouco tempo em Blois, tendo a impressionante biblioteca sido levada para o Real Château de Fontainebleau, onde foi usada como “Bibliothèque Nationale” (Biblioteca Nacional). Nesta ala a arquitetura e a ornamentação são marcadas pelas influências italianas. Ao centro está a monumental escadaria em espiral, coberta por finas esculturas e com vista para o pátio central. Por trás desta ala está a fachada das galerias, caracterizada por uma série de nichos desligados.


      Durante o reinado de Louis XIII, em 1635, ele exilou sua mãe em Blois. Para não enlouquecer, ela mandou construir uma nova ala para homenagear Gastão de Orléans, irmão do rei. Mas antes de finalizar, ela decide fugir, deixando uma obra-prima inacabada de arquitetura clássica francesa.


      Depois da Revolução Francesa o imenso palácio foi abandonado por mais de cento e trinta anos. Os revolucionários decidiram destruir qualquer símbolo da velha nobreza, enquanto enriqueciam a eles próprios, saqueando o palácio e roubando várias estátuas, emblemas reais e brasões. Num estado de total abandono, foi decidido que seria demolido. Esta atitude foi, porém, adiada para que servisse de aquartelamento militar. Em 1841, sob a direção de Luís Filipe I, o Château de Blois foi classificado como monumento histórico. Foi restaurado e transformado num museu. Incluído na visita ao palácio está o gabinete onde Catherine de Médici, supostamente, guardaria os seus venenos. Provavelmente, o "chamber of secrets" tinha um propósito bem mais banal: exibir objetos preciosos para os convidados.
      Este palácio, além de residência de vários Reis da França, também foi o local onde o Arcebispo de Reims abençoou Joana d'Arc, em 1429, antes de esta partir com o seu batalhão para combater os ingleses em Orléans.


       Além de todas estas histórias fantásticas sobre as diferentes fachadas e construções do que hoje constitui o Château, o interior também é bastante curioso e vale a visita. As portas pequenas e os cômodos extremamente e exageradamente decorados pela esposa de Francisco I nos levam a refletir, se podemos considerar requinte ou exagero, se é belo ou se é feio. Por isso, não deixe de conhecer este maravilhoso castelo!






       O verão pode ser uma ótima opção para o passeio, uma vez que nesta época acontece o show Son et Limère (Show de Som e Luz) que contam as histórias do local.





Como Visitar:
Endereço: Place du Château 6 - Blois
Acesso: Para conhecer o Vale do Loire como um todo eu costumo recomendar o aluguel de carro, já que permite uma mobilidade maior e mais fácil, sem problemas de horários e correria, mas há outros meios de se chegar ao Château de Blois - http://www.chateaudeblois.fr/?-Coming-to-the-chateau-&lang=en
Horários e Ingresso: Variam conforme a época do ano, vale a pena observar o site oficial - http://www.chateaudeblois.fr/?-Opening-times-and-prices-&lang=en
Informações sobre o show de verão: http://www.chateaudeblois.fr/?-Sound-and-Light-Show-&lang=en

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Brasil: Santa Catarina - Festa Pomerana e Sommerfest

O verão com sotaque e chopp alemão!!!

     Está buscando por planos diferentes para o verão? Tenho duas ótimas sugestões e que podem ser aproveitadas na mesma ocasião do mês de janeiro, a Festa Pomerana e a Sommerfest. Reserve seu hotel, sua passagem de avião e vá até Santa Catarina, nas cidades de Pomerode e de Blumenau!

FESTA POMERANA
     A 32ª Festa Pomerana ocorrerá de 16 a 25 de janeiro de 2015, celebrando as tradições germânicas. Experimente muita alegria, música, chope, dança, gastronomia, história e diversão nos 10 dias de Festa Pomerana, com imperdíveis atrações que são especialmente preparadas para você e sua família.
A festa oficial do município acontece sempre em janeiro, no período que é comemorado o aniversário da cidade, no dia 21, mantendo viva a herança dos imigrantes alemães.
Assim, no verão, o evento surge como ótima opção de lazer para quem escolhe Santa Catarina como destino de férias.


     A Festa acontece no Parque Municipal de Eventos da cidade de Pomerode que é todo decorado com enfeites e barracas com características alemãs do famoso enxaimel.





   Um desfile abre o evento, tendo início ainda no centro da cidade e indo até o pavilhão, com apresentação de todos os clubes e tradições da cidade, além do carro que traz as princesas e rainha da festa.







    Há muita música, alegria, gente se divertindo e dançando, sotaques variados, muita comida alemã, muita cerveja local e importada, competições de chopp a metro, serrar lenha, dentre outras, ou seja, diversão para todos os gostos.








SOMMERFEST
       A Sommerfest, que ocorrerá  no Parque da Vila Germânica, em Blumenau, nos dias 08, 09, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de Janeiro 05, 06, 12 e 13 de Fevereiro, é a versão de verão da Oktoberfest, a Sommerfest traz para os primeiros meses do ano toda a alegria da festa de outubro. Música típica, dança, gastronomia e muito chope para refrescar o verão.





      Uma grande diferença que se sente entre estas festas é que a Festa Pomerana parece uma festa muito mais familiar, enquanto a Sommerfest realmente tem ares de Oktoberfest, um mega-evento regado a muito chopp. Então, escolha a que melhor se encaixa no seu perfil e divirta-se!!!

Como Visitar:
Festa Pomerana
Endereço: Parque Municipal de Eventos - Avenida 21 de Janeiro, 2150 – Centro
Acesso: Se estiver hospedado na cidade poderá ir a pé, ou de carro, pois há estacionamento no local, mas é pago. É sempre bom chegar cedo!
Ingresso: Compra-se no local, na hora do evento.
Data: De 16 a 25 de Janeiro.

Sommerfest
Endereço: Parque Vila Germânica - Rua Alberto Stein, 199 - Velha, Blumenau
Acesso: Pode ser de carro, mas neste caso deverá chegar bem cedo, pois o estacionamento é na rua, ou pode ir de táxi ou transporte público. Informe-se no seu hotel a melhor forma de acesso!
Ingresso: Compra-se no local, na hora do evento.
Datas: 08, 09, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de Janeiro 05, 06, 12 e 13 de Fevereiro