sexta-feira, 15 de maio de 2015

Alemanha: Berlim - Gedächtniskirche

Um memorial ao imperador e uma lembrança da 2ª Guerra

   Berlim é uma cidade encantadora, com um povo é muito solícito e simpático e uma comida deliciosa, com grandes surpresas a cada restaurante. Mesmo sendo uma grande metrópole, o ritmo de vida não é tão acelerado e a cidade poderia ser um enorme museu de história.
    A maioria das edificações destruídas na 2ª Guerra Mundial foram reconstruídas, muitas delas, em sua forma original. Dentre as principais atrações de Berlim está a Gedächtniskirche ou Igreja Memorial ao Imperador Guilherme. Mas esta igreja não foi reformada, pelo contrário, foi deixada em sua forma original de destruição como uma lembrança do que foi a guerra para os alemães e para toda a Europa.
  Assim, no centro do que seria a Berlim ocidental na época da Guerra Fria, onde as ruas Kurfürstendamm e Tauenzientstrasse se cruzam, as duas avenidas mais visitadas dessa área, se encontra a Igreja em estilo neo-românico, que depois de ter sido destruída durante a Segunda Guerra, permaneceu em ruínas como um memorial dos estragos da guerra e tornou-se assim um símbolo de Berlim. Venha comigo conhecer a Gedächtniskirche.


   O rei Wilhelm II (Guilherme II) decidiu nomear a igreja em honra de seu avô, o rei Wilhelm I. A pedra fundamental foi lançada em 22 de Março de 1891, que era o aniversário de Wilhelm I. A concorrência para o projeto foi ganha por Franz Schwechten que planejou para uma grande igreja, a construção em estilo neo-românico, incluindo 2.740 metros quadrados de parede de mosaico. O pináculo tinha 113 metros de altura e a nave comportava mais de 2.000 pessoas sentadas. A igreja foi consagrada por completo em 22 de Fevereiro de 1906.


   Na Segunda Guerra Mundial, na noite de 23 de Novembro de 1943, a igreja foi irreparavelmente danificados em um ataque aéreo. A igreja foi muito destruída, mas parte da torre e grande parte do hall de entrada sobreviveram. Hoje, dentro da ruína pode-se desfrutar dos mosaicos que restaram e há também uma documentação sobre a história da igreja.





    Em 1961 foi construído ao lado da ruína a nova igreja com sua torre de sinos que contrastam com a antiga igreja. Ela é composta de elementos hexagonais de concreto, onde são encontrados blocos de vidro. Dentro da nave octogonal da igreja, os blocos de vidro coloridos produzem uma intensa luz azul e uma calma meditativa.





Como Visitar:

Endereço: Breitscheidplatz, 10789 Berlin (Charlottenburg)

Acesso: É possível chegar lá de metrô e de ônibus, inclusive com o ônibus 100 que faz trajeto passando por diversos pontos turísticos da cidade. Veja a relação completa aqui.
Informações sobre o ônibus 100, clique aqui.

Horário: Aberto diariamente, das 9h às 19h.

Tour Guiado: Os horários para o tour guiado são mais restritos e o ingresso custa €4,00 euros por pessoa. Veja detalhes aqui.

Outras informações: clique aqui ou vá ao site oficial em alemão.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Suécia: Estocolmo - Skansen, Museu a Céu Aberto

Skansen, um lugar para conhecer a vida na Suécia

    A cidade de Estocolmo, capital da Suécia, formada por 14 ilhas, é a mais populosa da região nórdica, sede do governo sueco e residência da monarquia sueca. Por tudo isso e ainda por ter suas referências mais antigas datadas de meados do século 13, Estocolmo merece uma visita. É uma cidade encantadora, com um povo muito acolhedor e que vem atraindo milhares de turistas todos os anos por sua beleza, peculiaridades e histórias. Uma maneira de descobrir como é a cultura deste país, onde moram, como se vestem e o que comem, e de conhecer seus animais é visitando o Skansen. Então venha comigo conhecer um pouco deste curioso e antigo museu a céu aberto.


    O Skansen foi fundado por Artur Hazelius em 1891. É o mais antigo museu a céu aberto do mundo, e está situado na ilha de Djurgården, dentro dos limites da cidade de Estocolmo. Os ideais do fundador permanecem vivos no museu. Ele queria trazer à vida a tradicional cultura rural do país, exibindo casas mobiliadas e fazendas, terrenos cultivados e jardins e animais domésticos e selvagens. Em seu início, o museu Skansen tinha seu foco sobre a agricultura e a cultura Sami (povo "indígena" que habita a Lapônia, região do Ártico).
    Após uma extensa viagem, Hazelius comprou cerca de 150 casas de todo o país e enviou por navio peça por peça dessas casas para o museu, onde foram reconstruídas para fornecer uma imagem única da tradicional Suécia. Apenas três dos edifícios no museu não são originais, e foram meticulosamente copiados a partir de exemplos que ele havia encontrado. Todos os edifícios estão abertos aos visitantes para mostrar todas as formas de vida suecas, passando pelas simples aldeias agrícolas às ricas residências da nobreza.
    Os locais ilustram as diferentes condições sociais em que as pessoas viviam na Suécia, entre o século 16 e a primeira metade do século 20. A maioria das casas e fazendas são de 18, 19 e início do século 20.





     O museu apresenta também uma reprodução fidedigna de uma pequena cidade com as oficinas dos artesãos que trabalhavam o couro, a prata e o vidro, além de uma padaria ativa que possibilita ao visitante desfrutar do aroma e sabor do delicioso pão sueco. No parque do museu que se estende sobre uma área de 300.000 m², encontra-se um extenso jardim zoológico que mostra uma grande variedade de espécies da Escandinávia e outras mais exóticas.
     Recentemente a rede de televisão brasileira Globo fez uma reportagem especial na Suécia e mostrou no programa Globo Repórter esse museu tão incrível. Vejam a reportagem aqui.


    Na saída do museu ainda dá para tirar um foto com um dos símbolos da cidade de Estocolmo, o cavalinho Dala ou Dalahastar (Dala Horse).
   A imagem do cavalo remonta a milhares de anos. A magia e mística que envolve os cavalos inspirou povos a recriar sua imagem em cavernas e pinturas em rochas. Os cavalos foram altamente valorizados e tornaram-se um símbolo de força e coragem.
    No século 17 cavalinhos de madeira eram vendidos em mercados em pequenas cidades e aldeias em Dalarna, no centro da Suécia. Cem anos mais tarde os cavalos de madeira foram esculpidos por homens que trabalhavam nas florestas, durante as longas noites de inverno, e foram levados para a aldeia, para as crianças brincarem. Assim, o pequeno cavalo de madeira de Dalarna tornou-se um objeto precioso.
    Posteriormente, estes simples cavalos de madeira foram pintados em cores brilhantes inspiradas nos moldes e padrões de temas florais pintados em móveis e paredes na região. Durante esse tempo, vendedores ambulantes que vendiam artigos de uso doméstico tradicionais também trariam Dalahastar para usar como forma de pagamento para hospedagem e alimentação.
    Eles também se tornaram uma importante fonte de renda para as famílias mais pobres. Até mesmo crianças tiveram que aprender a esculpir cavalos de madeira depois de voltar da escola para casa. Os filhos de uma tal família, com 13 e 15 anos de idade, começaram um pequeno negócio em 1928. Seus filhos e netos ainda estão produzindo os cavalos Dala até hoje em dia em uma pequena aldeia chamada Nusnäs em Dalarna. O Dalahast agora se tornou um autêntico símbolo da Suécia, tendo ficado famoso no mundo inteiro na Exposição Mundial de Nova York de 1939, onde um Dalahast gigante foi a sensação entre os visitantes.
     Descubra mais sobre o Dalahastar aqui.




Como Visitar:

Endereço: Djurgårdsslätten 49-51, 115 21 Estocolmo, Suécia.

Acesso: O acesso pode ser feito de várias formas desde a pé a partir do centro de Estocolmo, de ônibus, bonde ou carro. Veja a melhor opção aqui ou planeje por aqui.

Horários: Abre durante todo o ano a partir das 10h, com horários variados de fechamento conforme o mês do ano.

Ingresso: Os ingressos podem variar de SEK 180,- (coroas suecas) no verão (aproximadamente €19,40 euros ou R$66,60 reais) a SEK 100,- no inverno (cerca de €10,80 euros ou R$37,00 reais). Para informações mais detalhadas de horários e preços de ingressos acesse o site.

Mapa do Museu: acesse aqui.

Outras Informações: clique aqui.

sábado, 2 de maio de 2015

Brasil: Rio de Janeiro - Jardim Botânico

A herança portuguesa mais bonita da cidade

    O Rio de Janeiro atrai milhares de turistas todos os anos, de toda parte do mundo, especialmente por suas belezas naturais como as praias e os belos contornos de sua orla, mas também por belezas que tiveram contribuições do homem, como o Pão de Açúcar e o Corcovado.
     Um dos lugares mais bem preservados, que foi herança portuguesa para a cidade e que encanta moradores e turistas por sua exuberância é o Jardim Botânico. Não possui palácios ou construções magníficas, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro a principal atração é a exuberância da natureza.
     Se você gosta de passar um dia desfrutando da beleza das árvores, caminhando em meio a muito verde e relaxando, venha conhecer o Jardim Botânico do Rio.


   O Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ – foi fundado em 13 de junho de 1808. Ele surgiu de uma decisão do então príncipe regente português D. João VI de instalar no local uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro iniciou suas atividades inserido no projeto de pesquisa luso, e seguia orientações elaboradas anteriormente em Portugal. O primeiro desafio foi aclimatar as chamadas especiarias do Oriente: baunilha, canela, pimenta e outras. Assim, inicialmente foi um local de experiências com vegetais enviados de outras províncias portuguesas, além daqueles oriundos do Jardim Botânico La Gabrielle, na Guiana Francesa, recém-invadida pelas tropas luso-brasileiras.

  Em linhas gerais, aclimatar uma espécie de planta significava, primeiramente, aperfeiçoar o transporte das mudas e sementes, muitas vezes trazidas de outros continentes em viagens que duravam meses; depois, construir viveiros para semeá-las; e, finalmente, transplantar os vegetais para o solo em diferentes áreas e observar a necessidade de incidência de sol, sombra, água etc. de cada um deles. Uma vez que tais experiências eram baseadas na literatura produzida sobretudo na Europa, eram necessárias investigações acerca da adaptação das plantas ao clima e solo brasileiros.

    Durante o reinado de D. João VI, houve um especial incentivo à plantação da Camellia sinensis, da qual se produz o chamado chá preto. Para adquirir conhecimentos sobre a cultura do chá, o príncipe regente trouxe chineses para o Brasil, por serem eles detentores de saberes milenares acerca da cultura e do beneficiamento do produto. O Jardim Botânico foi escolhido como local de plantação do chá e centralizou as etapas de produção até a fase de consumo. Nas décadas de 1820 e 1830, ali colhiam-se anualmente cerca de 340kg da folha. Porém o principal objetivo na implantação dessa cultura era o estudo e a produção de sementes e mudas com intuito de distribuí-las entre as províncias do Império, incentivando o plantio com vistas à exportação.

   Outras culturas foram objetos de investigações técnico-científicas na época, no esforço de obter matérias-primas para a produção de mercadorias que oferecessem rentabilidade, como por exemplo a palha da bombonaça (Carludovica palmata), para confecção dos chamados chapéus do Chile ou do Panamá, e as amoreiras (Morus nigra), para alimentar casulos do bicho-da-seda. Para saber mais sobre cada espécie de planta, clique aqui.

  Concomitante às investigações dos vegetais, a área do arboreto foi sendo ampliada para servir também como espaço de lazer da população e, assim, buscou-se adorná-lo com lagos e cascatas e procedeu-se ao aterramento e drenagem dos pântanos com o objetivo de ampliar a área. Contudo, foram estabelecidas regras para um lazer diferenciado daquele praticado em parques públicos revelando a preocupação em contemplar e ordenar as duas vertentes institucionais. O Jardim Botânico conferia à Corte ares de ‘civilidade’ e ajudava a propagar a beleza e a exuberância da natureza brasileira, inclusive junto aos estrangeiros que aportavam na cidade.

   Hoje o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – nome que recebeu em 1995, é um órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.











    O Jardim Botânico conta ainda com um lindo orquidário, museus e espaço de exposições.





    Além da flora é possível desfrutar da presença de alguns animais, como pequenos micos e pássaros, e de vistas privilegiadas.




Como Visitar:
Acesso: É muito fácil chegar ao Jardim Botânico e possui diversas formas de transporte público para chegar até lá. Confira aqui.

Horários: De 3ª a Domingo, das 8h às 17h e 2ª das 12h às 17h.

Ingresso: R$ 7,00, com gratuidade para crianças até 7 anos, idosos acima de 60 anos e estudantes da rede pública.

Outras Informações: Para informações sobre museus e exposições, clique aqui.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dinamarca: Helsingør - Castelo de Kronborg

Kronborg - o Castelo de Hamlet de Shakespeare

    A Dinamarca é famosa por ser a terra de Hans Christian Andersen, escritor e poeta de histórias infantis, sendo um de seus contos mais aclamados, a Pequena Sereia, com um momento em sua homenagem na cidade de Copenhague. Porém, a Dinamarca também inspirou outros escritores, dentre eles, um dos poetas e dramaturgos mais importantes do século 16, Shakespeare.
    Quem nunca ouviu alguém recitar a passagem mais famosa do livro de Hamlet? "Ser ou não ser? Eis a questão." Pois os adoradores da Literatura e de Shakespeare fiquem cientes de que um castelo dinamarquês foi imortalizado ao inspirá-lo a escrever Hamlet. Estamos falando do Castelo de Kronborg.



    O castelo de Kronborg está situado perto da cidade de Helsingør no ponto mais estreito de Øresund, o estreito entre a Dinamarca e a Suécia. Nesta parte, o estreito tem somente quatro quilômetros de largura, daí a importância estratégica de manter um forte nesta posição. O castelo tem sido, durante séculos, um dos mais importantes do Renascimento no norte da Europa e foi adicionado à Lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 30 de novembro de 2000.
     A história do castelo data de um forte, Krogen, construído em 1420 pelo rei dinamarquês Eric da Pomerânia. O rei insistiu no pagamento de um pedágio por todos os navios que desejassem entrar ou sair do Báltico; para reforçar suas demandas, construiu um forte poderoso controlando o estreito do Categate. Este forte consistia em um número de edifícios dentro de uma parede circunvizinha.


     Kronborg adquiriu seu nome de hoje em 1585 quando foi reconstruído pelo rei Frederico II em um castelo magnífico do Renascimento, único pela aparência e tamanho na Europa.


    Em 1629, um momento de descuido de dois trabalhadores fez com que grande parte do castelo fosse incendiada. Somente a capela foi poupada, miraculosamente, pela força de seus arcos. O rei Cristiano IV da Dinamarca pôs grandes esforços em restaurar o castelo e por volta de 1639 o exterior era outra vez magnífico, mas o interior nunca mais retomou sua glória original.
   A conquista sueca de Kronborg em 1658, por Carl Gustaf Wrangel, demonstrou que o castelo estava longe de ser impenetrável. Mais tarde, as defesas foram significativamente reforçadas. De 1688 à 1690, uma linha de defesa avançada, chamada Crownwork, foi adicionada. Pouco depois, uma nova série de muralhas foi construída em torno dela. Após sua conclusão, Kronborg foi considerado o mais seguro forte em toda a Europa.



   De 1739 até meados do século XIX, Kronborg foi usado como uma prisão para escravos. Os internos eram guardados pelos soldados alojados no castelo. Os escravos eram condenados do sexo masculino que tinham sido sentenciados ao trabalho nas fortificações do castelo. Sendo divididos em duas categorias: aqueles com sentenças menores foram categorizados como "honestos" e permitidos a trabalhar fora das paredes do castelo; e aqueles sentenciados por violência, assassinato, incêndio premeditado e semelhantes, foram categorizados como "desonestos" e tiveram que cumprir a sentença inteira fazendo trabalhos físicos pesados dentro das muralhas do castelo. Se não, serviram a seu tempo sob as mesmas circunstâncias: todos tiveram que usar correntes e gastar noites em calabouços frios e úmidos.
   A importância de Kronborg enquanto castelo real diminuiu, as forças armadas vieram a ter um papel maior. De 1785 a 1922, o castelo estava completamente sob a administração militar. Durante este período, inúmeras renovações foram terminadas.





   Kronborg é também conhecido por muitos como Elsinor, o palco para muitas representações de Hamlet, famosa tragédia de William Shakespeare. Hamlet foi representado no castelo pela primeira vez para marcar o 200° aniversário da morte de Shakespeare, com o elenco consistindo de soldados da guarnição do castelo. O palco estava na torre de telégrafo no canto sudoeste do castelo. Desde então a peça foi executado diversas vezes no pátio e em vários locais da fortificação.


  Kronborg abriga uma estátua de Ogier, o Dinamarquês (Holger Danske), que, de acordo com a lenda, descansa aí até o dia em que a Dinamarca estiver em grande perigo, tempo no qual ele irá levantar-se e salvar a nação.





Como Visitar:

Acesso: Pode-se chegar ao castelo de carro, ônibus, trem, ou até mesmo por navio. Os meios mais convencionais são trem e ônibus. De ônibus pegue as linhas 340, 388 ou 840. De trem, a partir de Copenhague pegue a Coast Line na estação central até a estação de Elsinore. Da estação para o castelo terá que fazer uma caminhada de aproximadamente 15 minutos.
Para mais formas de acesso clique aqui ou aqui.
Indo de carro há um estacionamento há 5 minutos de caminhada do castelo, entre as ruas Nordhavnsvej e Kronborgvej, que custa DDK 10,- (coroas dinamarquesas) por hora, cerca de €1,30 euros ou R$4,30 reais.

Horários: A bilheteria abre das 11h às 15:30h, mas há horários diversos para o verão. Também há horários variados para visitação externa. Confira aqui.

Ingresso: Adultos pagam DDK 90,- (coroas dinamarquesas), aproximadamente €12,00 euros ou R$39,00 reais. Crianças de 4 a 17 anos pagam meia entrada. Confira outros valores e regras aqui.

Outras Informações: clique aqui.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Finlândia: Helsinki - Catedral Uspenski

Uspenskin Katedraali - uma herança russa na Finlândia

    Os países nórdicos apresentam inúmeros atrativos turísticos. Sejam eles naturais ou não, todos têm seu charme e beleza e valem uma visita. Um destes interessantes países que vale a pena conhecer é a Finlândia. Como na maioria dos países, a primeira cidade a ganhar destaque é sua capital, Helsinki. Dentre suas inúmeras atrações, uma chama bastante a atenção por sua beleza imponente e seus ricos detalhes. Vamos conhecer a Catedral Uspenski.


    A Catedral Uspenski é a maior igreja ortodoxa na Europa Ocidental. Por seu estilo de construção, a igreja é um dos símbolos mais claros sobre o impacto da Rússia sobre história da Finlândia. Na parte de trás da Catedral existe uma placa comemorativa ao Czar russo Alexander II (Aleksandr II Nikolaevich), que era o soberano do Grão-Ducado da Finlândia durante a construção da catedral.
   Foi construída entre 1862 e 1868. Foi projetada por Aleksey Gornostajev, com base numa igreja do século 16, próximo a Moscou. Os tijolos vieram da fortaleza Bomarsund em Aland, que havia sido destruída durante a Guerra da Crimeia, em 1854.
  O exterior da catedral de Uspenski não é elaboradamente decorado, mas é, no entanto, impressionante com suas paredes de tijolos de um vermelho profundo e cúpulas em forma de cebolas verdes e douradas. Há 13 cúpulas no total, representando Cristo e os doze apóstolos. Como a maioria das igrejas ortodoxas na Europa Ocidental, a catedral também impressiona por seu tamanho. A cúpula central é mantida no ar por quatro pilares de granito monolíticos.




    No interior, a catedral abriga uma rica exibição de ícones e outras decorações típicas ortodoxas, incluindo um impressionante conjunto de lustres pendurados no teto abobadado. Acredita-se que um destes ícones faz milagres, entretanto, sua fama e beleza atraíram bandidos, que o roubaram em 2007.



    A Catedral está situada na zona portuária da cidade de Helsinki, e esbanja beleza todas as épocas do ano e em todas as horas do dia.




    Do alto da Catedral é possível ter uma bela vista da cidade e do seu centro, incluindo outro ponto turístico bem famoso na cidade, a Catedral Luterana situada na Praça do Senado.



Como Visitar:
Endereço: Kanavakatu 1, 00160 Helsinki, Finlândia

Acesso: É possível chegar ao centro da cidade a pé vindo tanto de trem quanto de barco. A partir do centro, a Catedral Uspenski está há 800 metros de caminhada, mas é possível pegar bondes (tram) pela cidade para chegar aos principais lugares turísticos. O site oficial só possui informações em finlandês ou russo, portanto, pode ser melhor se informar no local, pois os finlandeses falam bem o inglês.

Horários: De 3ª a 6ª, das 9:30h às 16h. Sábados das 10h às 15h. Domingos de 12h às 15h. Fechado às Segundas-Feiras.

Outras Informações, clique aqui.